Jovens do Chile e Mercosul se reúnem para garantir seus direitos
| Escrito por Redação/Colaborou Fabiana Born | |
| Ter, 11 de Novembro de 2008 13:50 | |
| Da Redação Colaborou Fabiana Born |
Brasil
O foco do encontro foi o levantamento de estratégias para permitir que as juventudes garantam seus direitos, principal objetivo do projeto, e estreitamento do canal entre as diversas juventudes e o poder público em âmbito sul-americano, apostando na criação de espaços de integração e de troca de experiências para desenvolver uma identificação regional.
Roberto Gevaerd, técnico da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), coordenadora do projeto no Brasil, afirma que as questões das juventudes não mudam muito de país para país. “É possível encontrar identificação entre as demandas, apesar das diferentes identidades culturais”.
“O encontro facilita o reconhecimento juvenil em suas várias dimensões. Pudemos conhecer melhor cada região, vislumbrar como integrar e dialogar e, assim, pensar melhor as atividades. Foi mais um passo rumo à integração sul-americana”, opina Roberto.
Yamila Heram, técnica do programa Derechos Direitos, da Fundação SES, reitera a opinião, afirmando que um dos principais resultados foi o compartilhamento entre diferentes experiências, vivencias e percepções e a descoberta de que, apesar das diferenças culturais, as demandas são similares.
A língua foi o único obstáculo destacado entre participantes, como relembra Juan Souza Silva, 25 anos, Rio de Janeiro. “Enfrentamos alguns problemas porque nem todos falam espanhol, mas foi só no princípio”.
“Deu pra observar durante o encontro que ocorre nos demais países que participaram do evento a mesma ‘despolítica’ que o nosso governo pratica com a juventude. A mesma falta de políticas públicas para a juventude, com o diferencial apenas da língua, da cultura”, observa Bender Arruda, 22 anos, Caxias Rio de Janeiro
“Encontramos muita similaridade e percebemos que a luta na região é muito grande. Cada um tem uma visão diferente, mas as lutas são as mesmas, por educação, transporte, saúde. Vimos que o nosso trabalho é apoiado por pessoas a quilômetros daqui. O trabalho deles respalda o nosso, dá força, e vice-versa”, complementa Juan.
Ao final do evento foi redigida uma carta, a Declaração de Cabo Frio, “dizendo o que a juventude quer, expressando um pouco da identidade dos jovens”, explica Roberto. Outra conseqüência do evento foi o encontro de jovens da Fase com o deputado Alessandro Molon, em 3 de novembro, na Alerj, para a entrega de outra carta, que defende a exigibilidade do direito dos jovens.
O projeto busca a exigibilidade dos direitos dos jovens, não propõe novidades, mas o cumprimento dos direitos já garantidos. “Quando falo como brasileiro, não falo apenas em nome dos jovens do meu país, falo por toda a juventude. Quando falei com Molon na Alerj, falei por todos os jovens. Se tivesse parlamentares de outros países, o discurso seria o mesmo porque as demandas são praticamente as mesmas”, defende Bender.
Projeto Derechos Direitos
O projeto se desenvolve em ciclos e teve início em 2006. Em etapas anteriores, jovens passaram por seminários de formação e processo de capacitação em direitos humanos, econômicos, sociais e culturais; participaram de debates sobre políticas públicas e participação etc.
Também faz parte do projeto a Semana pelos Direitos da Juventude, que promoveu dois encontros internacionais realizados em Chapadmalal, na Argentina, de 31 de outubro a 3 de novembro de 2007 e de 24 a 27 de novembro de 2008, com cerca de 850 jovens. As discussões giraram em torno da exigibilidade dos direitos da juventude
“O encontro de Cabo Frio se apresenta como um marco de encerramento destes três anos de trabalho. A partir de agora, continuaremos a análise do que foi construído até então e do que ainda deve ser feito. No momento, nossa agenda está em aberto. Estudamos a possibilidade de realização de um encontro no FSM, mas ainda dependemos da captação de recursos”, diz Roberto.
No Rio, Bolsonaro e Freixo até partilham preocupações, mas as encaram de pontos de vista totalmente opostos
Outros preferem declamar com determinação o seu número de inscrição no TRE, 8!4!7!9! Alguns gritam e muitos demonstram indignação.
É como se, por meio da anunciação do sujeito, devêssemos compreender toda a capacidade legislativa e gestora dos participantes.
Já fiz muitos comerciais e sei da dificuldade de condensar as qualidades incomparáveis de um produto até caberem em apertadas frações de momento. Mesmo assim, é possível descartar inúmeros concorrentes pela inabilidade com que se apresentam. Entre os que gozam de um espaço maior aqui no Rio, um me causou imenso espanto: Flávio Bolsonaro.
Eu posso não entender o mundo da mesma maneira do que ele, mas poucas vezes vi alguém se apresentar de forma tão clara e definitiva.
“Sou de direita. Luto contra os direitos humanos, que só servem para proteger os bandidos e os marginais.” No milênio do politicamente correto, fascina a firmeza com que Bolsonaro defende suas convicções.
Nascido em Resende, na Academia Militar das Agulhas Negras, Bolsonaro é jovem e bem apessoado; defende a pena de morte, a redução da maioridade penal, é contra as cotas nas universidades e criou a Lei Estadual nº 4.916/06, que torna gratuitas laqueadura e vasectomia nos hospitais da rede pública.
Ligado ao Partido Progressista, foi eleito deputado estadual com mais de 40 mil votos. Defende a dignidade das forças militares e auxiliares, jamais esteve envolvido em corrupção e se preocupa com a explosão demográfica e a valorização da família.
Marcelo Freixo partilha de muitas das preocupações de Bolsonaro, mas as encara sob um ponto de vista diametralmente oposto. Ex-professor de história, esteve à frente da comissão dos direitos humanos da Alerj, é vice-presidente da CPI do Tribunal de Contas do Estado e presidiu a CPI das Milícias.
Em 2008, entrou com o pedido de cassação de Álvaro Lins, então deputado, ex-secretário de Segurança do governo Garotinho. Freixo vive hoje sob ameaça de morte.
Apesar dos 50 mil eleitores que provavelmente votarão nele, existe uma forte possibilidade de Freixo não assumir o cargo. Para ter o direito de eleger um deputado, qualquer partido deve receber mais de 120 mil votos como um todo.
A campanha de Heloísa Helena na última eleição viabilizou a candidatura de Freixo, mas desta vez o PSOL não conta com um presidenciável tão popular, além de não ter feito nenhuma coligação. Será muito difícil repetir o feito.
Foi a primeira vez que pensei em ir a público apoiar uma candidatura nesta eleição. Não tenho nenhuma afinidade com o PSOL e não acredito na mistura de arte com corrida eleitoral, mas o Rio perderá muito sem um homem como Freixo.
Bolsonaro afirma que o dinheiro na gaveta do comandante do filme “A Tropa de Elite” é uma questão crucial de segurança para o Estado.
Acredito que Freixo concorde com ele, mas discorda certamente do fim da sentença: “…não o saco na cabeça do vagabundo”.
Curta favela no Dona Marta
Borei em vida de cão.
No último domingo, no dia 15 de março, a comunidade do Morro Santa Marta parou para ver a produção dos alunos (jovens e adultos) do “Curta Favela Santa Marta”. Eles saíram pelas ruas, becos e escadarias da comunidade com “um celular na mão e uma idéia na cabeça”.
Após passarem por uma capacitação, os meninos e meninas filmaram o cotidiano do Santa Marta, entrevistaram moradores e brincaram de fazer cinema. Mas o grande momento da oficina foi a produção do curta “Vida de Cão”.
O ator principal, diretor e produtor foi uma figura que, apesar da cara de mau, é bastante querido pela comunidade: Boris – um cão da raça rottweiler. Vivendo desde “criancinha” no morro ele tem muita história pra contar e para isso, saiu pela favela com dois telefones celulares no corpo captando imagens do dia-a-dia da comunidade. Bóris andou por onde quis e parou quando bem entendeu.
“Certa vez Boris saiu de casa pra dar um rolé e foi preso pela saúde pública sob alegação de ser um cão de raça violenta e que poderia oferecer perigo às pessoas e principalmente as crianças do morro, mas a comunidade se juntou e fizeram uma manifestação, ele foi devolvido”, relembra Pingüim (Valdecir Santos), dono de Boris.
O resultado disso será transformado no curta metragem de três minutos “Vida de Cão” que mostra a favela segundo a visão do cachorro. As imagens serão exibidas com o áudio de moradores relatando quais as dificuldades enfrentadas por morar em uma favela. Toda produção teve a colaboração e apoio total do rapper “Fiel” que agita a comunidade com vários eventos culturais.
Curta FAveLa

O Ponto de Cultura Papo Cabeça, do Viva Rio, em parceria com o Cine Clube Coaxo do Brejo, Produtora Ponto de Equilíbrio e Lente dos Sonhos estreou o projeto “Curta Favela”, no dia 24 de janeiro de 2009, na comunidade Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio. O obejtivo é fazer experimentos audiovisuais utilizando telefones celulares e câmeras fotográficas manuseadas pelos jovens e adolescentes, moradores das favelas do Rio de Janeiro.
O projeto piloto contou com a participação de 11 jovens da comunidade que puderam aprender um pouco mais sobre as seguintes técnicas: construção de roteiro para filmes e documentários; filmagem em celular, edição em software livre e produção de making off.
“É muito bom poder proporcionar aos jovens a possibilidade de construírem seus vídeos sem qualquer interferência, mostrando a visão única e exclusiva deles”, afirma Walter Mesquita, integrante do projeto.
Nós realizamos, é mais uma vitória!!! A primeira deste projeto.
Lute pelo seu direito


No próximo dia 31 de Janeiro a parti das 10h, na Favela da Prainha em Duque de Caxias na Baixada Fluminense, o Cine Clube Coaxo do Brejo realizará uma ação de exigibilidade de direitos para revitalizar o Ciep 198 – Rosa Ferreira de Mattos, esta ação conta com a participação de vários apoiadores, entre eles a Fase, Viva Rio, Ponto de Cultura Papo Cabeça, Anti-cinema, Rappe´s, Grafiteiros(as), Trupe de Malabares, a música esta representada pelos MC´s Kabeça, Big Jan Kiala, Tigrones, BDO, Sista C, Bob- X, Slow, o Somos Sete (By Boys) e o tantos outros parceiros…
A Terra Prometida
O Ciep -198 Rosa Ferreira de Mattos, sempre foi uma promessa e uma possível potência para a população não só da Prainha, contudo a população ainda não tomou posse. O Ciep pode como toda estrutura que possuem e tem capacidade para aumentar e se torna-se um “organismo vivo” e atender grande parte das demandas da população caxiense.
A ação de graffite se dará por toda a favela a parti das 10h da manhã.

Escola educadora que atenda as demandas da sociedade, é o que queremos não por porque é um direito.
Coaxo do Brejo
torna um “organismo vivo” e atender grande parte das demandas da população caxiense.
Exigililidade. Lute pelo sue direito!!!
EXIGIBILIDADE é sinônimo de lutar por direitos estabelecidos na lei vigente. Pois bem. No dia 31 de janeiro, em Duque de Caxias, antiga cidade de nome Monchababa iniciou-se a ocupação do Ciep 198 – Rosa Ferreira de Matos, situado na favela da Prainha. O Ciep que há muito estava abandonado, passa a dar sentido e forma para tamanha construção naquele espaço.
O dia estava lindo para todos que ali estavam. A piscina com lotação máxima roubou parte da cena. Para quem gosta da cultura urbana, a quadra era o local mais certo. Ali se encontravam case todos os elementos do Hip-Hop.
A simpaticíssima Aiana (kau), representante do grafite feminino atraiu a atenção da criançada que a ajudava e observava. Eles diziam que querem aprender também. Já o Marcio Graffiti, de bico calado soltou o dedo e deu asas à imaginação.
Na Pista, os rapper’s BDO MC´s, Sistah C, Militante da BF e Mr.Buke entoaram o tom correto das ruas de nossas favelas Brasileiras dentro da escola. As letras retratavam o não cumprimento dos direitos dos cidadãos e as demandas dos jovens. O Militante joga em duas posições literalmente, ele também demonstrou estilo no grafite, a mulecada se amarrou.
Certamente, essa escola será diferente daqui em diante. Contudo, o diálogo vai continuar junto à direção do Ciep e à comunidade.
Escola realmente aberta, já!!!
Movimento Coaxo do Brejo
Fevereiro/ Duque de Caxias
Perito diz que milícias escaparam da ação de vários governos

Vista aérea de Rio das Pedras: berço das milícias, grupos de extermínio formados por policiais e ex-policiais
O perito legista aposentado, Leví Inimá de Miranda, envia texto no qual manifesta um certo ceticismo diante da ação de milícias no Estado do Rio de Janeiro.
“As milícias vieram para ficar porque elas são braços do poder público”, afirma o médico, que nos leva 40 anos atrás para contar uma das sagas da violência no Rio.
É a seguinte a íntegra de seu artigo para a seção Blogueiro por um dia:
“O associativismo na favela de Rio das Pedras surgiu no ano de 1969, quando cerca de dez famílias viram-se ameaçadas de remoção daquela região, pelo governador Negrão de Lima.
Como a favela sempre foi primordialmente habitada por nordestinos, oriundos em especial dos estados da Bahia, do Ceará e da Paraíba, desde a década de setenta até meados da década de noventa, um grupo de nordestinos assumiu o controle daquela localidade. Segundo reportam Marcelo Burgos, e Sônia de Oliveira, no livro “A Utopia da Comunidade”, de acordo com moradores, aquele grupo muito se assemelhava à prática dos cangaceiros. Segundo contam, na década de 70, um paraibano, depois de receber um tiro durante um assalto e ser humilhado, teria formado com mais dois amigos um grupo para reprimir e exterminar os bandidos e traficantes do local. Mediante a prática da “justiça com as próprias mãos”, tal grupo, além de impedir que bandidos e traficantes lá se estabelecessem, culminou por cometer arbítrios e violências, além de exploração dos moradores. Os “cangaceiros” passaram a sofrer grande resistência por parte de moradores, dentre eles policiais. E foi dessa forma que policiais assumiram o controle daquela comunidade.
Mesmo dominada por milicianos, ao longo de mais de uma década, Rio das Pedras sempre foi vista como uma favela “modelar”, uma vez que lá não havia bandidos, nem traficantes. Ledo engano. Todavia, o poder público e boa parte da sociedade viam com bons olhos aquela liderança surgida – esse é o berço das milícias.
A ação das milícias começou a ser relatada pelo jornal O GLOBO em 2005.
Entre novembro e dezembro de 2006, reportagens da Rede Bandeirantes, relataram os primeiros depoimentos sobre as milícias e também a atuação delas em 90 favelas.
Porém, estes grupos só passaram a ser conhecidos como milícias no final de 2006, quando uma onda de ataques na cidade, entre 27 a 31 de dezembro, às vésperas do réveillon, grupos de traficantes ligados às três facções do Rio e grupos menores (com exceção de um deles) promoveram ataques contra alvos civis e militares. Esse atentado foi apontado como uma represália às “milícias”, que a esta altura já dominavam 92 favelas da capital fluminense.
O governador Sérgio Cabral, após assumir o cargo em janeiro de 2007, declarou que as milícias eram “o fim do mundo”. Porém, desde que assumiu, deu prioridade ao combate ao tráfico de drogas, talvez devido ao fato de que os milicianos gozavam de certa simpatia por parte da população, a qual descrente com os sistemas de segurança estaduais preferia o “mal menor” que as milícias podem representar.
Segundo publicado na coluna do jornalista Hélio Fernandes, no jornal Tribuna da Imprensa, em 05.06.2008, o governador, logo depois da posse, também afirmara: “As milícias vão garantir a segurança do Pan-Americano”.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública realizou, em 07.03.2007, reunião com representantes das policiais Civil e Militar, e integrantes dos setores de Inteligência para integrar as informações entre os diversos órgãos das polícias sobre a ação dos grupos paramilitares que atuavam no Rio – as denominadas “milícias”. Segundo o delegado Beltrame, o relatório original da Inteligência, produzido naquele ano, já tinha cerca de cem nomes de servidores públicos envolvidos. Ainda segundo a matéria de Hélio Fernandes, o secretário de segurança Beltrame disse: “Quero as provas da corrupção na polícia”; e foi ele – o delegado Beltrame – que, 24 horas depois da denúncia do JORNAL NACIONAL, com relação aos atos de torturas sofridos por repórteres de O Dia, garantiu: “Já sei quem cometeu esse crime, faltam as provas”.
A questão essencial repousa na total ausência do poder público, na corrupção das polícias, na falta de controle interno pelas Corregedorias e na desídia do Ministério Público. A partir de 1990 tivemos oito governadores (Moreira Franco, Brizola, Nilo Batista, Marcelo Alencar, Anthony Garotinho, Benedita da Silva, Rosinha Garotinho e Sérgio Cabral) e todos fecharam os olhos a esse componente danoso denominado milícias.
O cerne de toda essa questão está na corrupção manifesta por policiais, bombeiros militares e até militares das Forças Armadas. Daí cabe as indagações: 1- Quantos policiais e bombeiros militares, após processos administrativos, foram expulsos por integrarem milícias?; 2- Quantos militares das Forças Armadas foram levados aos Conselhos de Justificação (oficiais) e de Disciplina (praças), por crimes ligados às milícias?
E mais: se o governo não consegue coibir a participação de policiais na proteção dada a banqueiros de bicho e também como “seguranças” às máfias de caça-níqueis e bingos, é crível que milicianos sejam identificados, processados e expulsos de suas instituições?
Alguém acredita que os serviços de inteligências não tenham conhecimento dos profissionais que vivem da corrupção e crimes outros?
É certo pensar-se que diante de tantos sinais externos de enriquecimentos, as Corregedorias não investiguem policiais e bombeiros militares?
E o que dizer do MP? Alguém crê que o MP cumpra seu papel como representante do povo, como fiscal que é da Lei, do inquérito e das ações de polícia? Afinal, não são policiais que fazem a segurança de desembargadores, juízes, procuradores e promotores?
E, em meio a todo esse mar de lama, políticos e sociedade cobram algo do poder público, nesse sentido?
Alguém duvida do envolvimento de políticos numa série de práticas criminosas?
Então, recorrer a quem?
As conclusões da CPI das milícias são perfeitas ao tempo que utópicas. Alguém acredita que todos os apontados pela CPI serão devidamente processados, julgados e condenados?
Félix Tostes era rico e bem demonstrava sua riqueza – claro que não poderia ser de seu pequeno provento… –; e foi condecorado com medalha “Medalha de Honra, Fidelidade e Devotamento da Polícia Civil”, entregue pelo delegado Ricardo Hallack – que está preso em Bangu 8… –; também fora condecorado, na Câmara dos Vereadores, com a “Medalha Pedro Ernesto”, a mais alta condecoração do município do Rio de Janeiro – aliás, banqueiros do jogo do bicho também já foram agraciados no passado com essa excelsa condecoração… Alguma investigação foi procedida antes do assassinato daquele inspetor de polícia? Claro que não, posto que ele ocupava cargo de confiança do Chefe de Polícia à época – o delegado Ricardo Hallack.
O bombeiro conhecido pela alcunha de “Gaguinho” foi preso, em estado de flagrância, pela Corregedoria da Polícia Civil e a autuação logo desfeita a guisa de “engano cometido”. Aliás, esse tal de “Gaguinho” deveria processar o Estado pelo “constrangimento” a ele imposto de forma “injusta”.
O poder público, por acaso, investigou a história contada por Luis Eduardo Soares, no capítulo por ele escrito no livro “Elite da Tropa”, apontando corrupção e crimes vários por parte de autoridades públicas constituídas, no governo Garotinho? Não interessou porque havia muita gente graúda envolvida. Somente um menorista intelectual não percebe que várias autoridades públicas, à época, foram retratadas tendo seus nomes trocados. Dos citados, com os nomes trocados, três até foram eleitos para cargos parlamentares.
Como certa vez disse Sérgio Lacerda, “Não se pode pretender representar Shakespeare no país da Dercy Gonçalves”.
Nosso país é uma vergonha!
O tempo passará e tudo tornará como dantes!
Dr. Leví Inimá de Miranda
Médico Legista”
Fonte: Jornalista Jorge Antonio Barros


